O papa Bento XVI celebrou neste domingo (24) seu último Angelus. O
papa afirmou que Deus o chamara ao monte para que se dedicasse à
pregação e à oração, acrescentando que não abandonará a Igreja. "Se Deus
me pede isso, é para que possa continuar a serví-Lo com o mesmo amor".
O público não chegou perto do que era previsto pelos telejornais britânicos, estimado em 250 mil. No total, pouco mais de 50 mil pessoas foram ver o papa em sua aparição dominical.
A fala foi toda lida durante curtos 12 minutos, com apenas um
trecho improvisado para "agradecer aos céus por um pouquinho de sol". O
discurso, puramente eclesiástico, girou em torno da transfiguração de
Cristo, ocorrida no alto de uma montanha e que, segundo a doutrina
cristã, representa o encontro do temporal com o eterno.
Brasileiros marcaram presença neste domingo no Vaticano
Grupo formado por seminaristas brasileiros, a maioria paraibanos se
mostraram bem dispostos e animados na manhã deste domingo. Agitaram seis
bandeiras brasileiras, de longe as mais numerosas, derrotando as da
Polônia, do México, da Romênia, até da Itália, da Espanha, da Alemanha
do papa, do Chile e uma da Índia, de pouca tradição católica.
Os brasileiros comemoraram quando o papa disse em português,
como é da praxe nos "Angelus": "obrigado pela vossa presença e por todas
as manifestações de afeto e solidariedade". Bento XVI agradeceu também
em francês, inglês, alemão, espanhol, polonês e italiano.
O Angelus terminou com os sinos da Basílica de São Pedro repicando. Após isso, os fiéis e os curiosos sairam devagar.
Papa voltará a ser cardeal e terá nova residência
Depois de deixar a chefia da Igreja, o cardeal Joseph Ratzinger
passará dois meses na residência pontifícia de Castel Gandolfo. Esse é o
tempo previsto para conclusão da reforma do mosteiro de clausura, no
próprio Vaticano, onde viverá.
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